Alimentação Emocional, a comida que “preenche o vazio” – Por Ana Flávia Cunha

Alimentação Emocional, a comida que “preenche o vazio” – Por Ana Flávia Cunha

Comer doces depois de um término amoroso, devorar a comida em momentos de estresse e exceder as quantidades do que é suficiente para o nosso corpo são exemplos claros da alimentação emocional.

Alimentação emocional é o fato de comer na ausência da fome. Ao invés da ingestão alimentar iniciar em resposta a um sintoma físico de fome, ela acontece em resposta a uma emoção.

Mais do que uma forma de obter conforto, a comida torna-se num calmante, num meio para descarregar tensão, raiva ou frustração, provocando uma elevação temporária do humor. O problema é que na seqüência dos excessos surgem sentimentos de culpa, arrependimento, tristeza e sofrimento. E se nada for feito para travar este comportamento disfuncional, a pessoa começa a repetir os momentos em que se apóia na comida para lidar com as emoções, iniciando-se um ciclo vicioso. Normalmente, estes episódios acontecem quando estamos sozinhos e, durante breves momentos, temos muita dificuldade em controlar o nosso comportamento.

Estratégias para evitar a alimentação emocional:
1. Bom fracionamento da alimentação – fazer 3 grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar) e 3 pequenos lanches entre elas (colação, lanche da tarde e ceia)
2. Evitar restrição alimentar severa – em uma dieta nunca corte os alimentos, principalmente os favoritos, simplesmente diminua o consumo, deixe para o final de semana ou para uma ocasião especial ou uma festa. Tudo que se proíbe dá mais vontade de comer!
3. Consumir alimentos fontes de triptofano – precursor da serotonina (carne de frango, ovo, queijos, amendoim, castanha de caju, amêndoa, abacate, banana, couve-flor…), magnésio (espinafre, abacate, iogurte natural desnatado, chocolate amargo, amêndoas, feijão preto, salmão, couve, acelga, castanha de caju…), e carboidratos complexos (alimentos integrais como arroz, pão, macarrão…)
4. Técnicas de relaxamento
5. Atividade física regular
6. Sono adequado

No fundo, trata-se de um mecanismo de compensação face a experiências negativas, ou uma estratégia para lidar com o cansaço e o estresse. Comer de forma emocional não é solução, trazendo graves conseqüências para a saúde psicológica e física da pessoa, entre as quais problemas relacionados com a auto-imagem, excesso de peso e até obesidade.

 

Saúde Sempre!

Por: Ana Flávia Cunha – Nutricionista – CRN 4196 – Contato: (64) 9 9294 – 8327

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Autor

admin
Thaylline foi modelo, foi colaborado de um blog de moda com postagens semanais, liderou lojas no varejo de moda em artigos de roupas e sapatos, é colunista de moda da revista RV e apresentadora do programe-te "Thay Na Moda" da TV Sucesso afiliada TV Record.